segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Estação Amor

Versos de Amor
Inversos em Amor
Invernos de Amor
Vastas e várias
Versões de Amor
Outono primavera
E verões de Amor.

Aonde vou não sei,
nunca soube,
mas quero chegar
ao Amor.
Quero ficar no Amor.
O Amor que há,
o que haverá e o que
houve. 
Porém não vou partir
agora atrás,
pois já fui há muito
tempo e desde dado
instante eu voltarei
jamais.

Nada Mais Quero Ser

Do underground ao altíssimo
a queda e a ascensão é e será
sempre possível.
A queda do Diabo pela querela
com Deus e talvez a volta pra
lage, fugindo do porão,
por que não? 
Enquanto isso, nesse ínterim,
o Homem deseja ser ambos
sendo ele mesmo, e é.
Nada mais normal do que
seguir a sua natureza.
O Homem Deus é o Diabo,
e o Diabo do Homem por
muitas vezes é um Deus e
sempre ascende em queda.
Quanto a mim, o que sou e
o que quero parecer:
sou nem Homem
       nem Deus
       nem Diabo,
mas sim e só apenas Poeta...
e nada mais quero ser.





domingo, 26 de setembro de 2021

Outros Nós

baixos acima a cismar
com os que estão cá
embaixo, e não caem,
portanto, abaixo eles:
Deuses, Santos e Anjos 
torpes. Somos nós,
Homens, que com eles
devemos cismar. Mas
vivemos tão ensimesmados
com nossos demônios que
não paramos para
derruba-los. 
Em profundidade eu digo
que o céu é um oásis
vertical com outros seres,
porém não há glória lá
e tampouco (deuses) graça
para com nós,
como se precisássemos,
como quem existe apenas
em crença e precisa de quem
acredite para ser. 
Não creio e sou, e refuto 
quem queira em mim
acreditar. Sigo só em mim
junto a outros acreditando
na possibilidade de um dia
desaparecer, para todo o
sempre até nunca mais.
Até lá resisto existindo
a cismar com os céus.

sábado, 25 de setembro de 2021

A Deus ao Diabo

Quem queria um
Deus
só conseguiu
Diabo.
Quem queria um
Diabo
conseguiu um
Deus.
Quem quis um 
Olá
ainda não havia
Chegado.
E quem pediu
Companhia
só conseguiu um
Adeus 
e também um ao
Diabo.

Dark Dawn Síndrome

Síndrome drama,
tragédia trama azul do
céu e (dos olhos) cinza
nebulosidade,
prazer praxe pra ser plácido astral,
pra ser plástico autêntico
básico
bacilo (gérmen)
base pra zen artificial. Frase.
O poeta explica o poema-
   trata-se  de dizer como
   posso ainda em noite
   a manhã ser e como
   logo pela manhã posso
   eu anoitecer, e fazer
   na madrugada adentro
   o entardecer.
Mas costumo ser a noite
quando de costume a noite
esclarecida e déspota
obscurece as coisas,
folclore e filosofia
costuram as falas da noite
na língua da pena e 
essa quando fala
diz com um beijo na boca
da noite
fantástica poesia. Poema.
Fanática a noite fã de muita
psicodelia e cinza tristeza
vã ao longo da mesma ira e
virtude do vício doce ao
doce vício amargo de muita
cocaína.

Psique em chama.
Salvo os que estão vivos,
todos morreram...
e hoje já jazem recém-nascidos.
Síndrome drama.
Habitat para sofrer,
vida. Dromo.
Existência sustentável,
vidas reutilizáveis,
reencenação,
releitura de sempre a
mesma tragédia,
cortante e em (carne) viva trama. Cena.

A vida  enfatiza em face da morte
da morte faz-se a vida.
Anoitecer
Amanhecer
Crepúsculo Aurora
Pôr do sol
Púrpura obscuro,
cores da íris de um mesmo
olhar nos observando.
São os olhos do futuro de outrora,
hoje passado.
O futuro jovem de agora
já nos ignora com
outros olhos.
Ofuscados nós,
ou ofuscamos ele,
vamos até lá,
ou ficamos nós,
cá esperando,
como que embrulhados
para presente?

O mal a manhã anoite ou
amanhã à noite
bem de manhãzinha,
um dia o entardecer ou
a madrugada
ainda nos surpreenderá,
salvo àqueles que até lá
morrerem.

Somos Solares, eis a questão!

Anoiteçamos sempre
e um dia quando amanhã ser,
a manhã será.

Síndrome drama, indiferente
do que a madrugada for,
amanhecerá talvez. Ou não.

sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Nelson Rodrigues

Muita fé ou pouca,
                ou quase;
Um bom Deus,
se bom Deus fosse,
regular ou ruim;
Muito tudo nada e
porra nenhuma,
e a existência 
segue ávida como
ela é. 
Porém foda-se.

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Asco Roso

...asco coisas saem em mim.
Odiaria amar em dor e ser,
e indoor em mim amaria o
ódio em raiva e terror, 
saberia dizer quanto tempo
leva o amor para doer.

Quando a
solidão
me pedir
em
namoro
eu estarei
pronto
para ir.
Mas as coisas saem em mim
antes...
Ensaio. Proto. Pioneiro.

A luz em brilho é o
vício dos olhos,
o brilho da luz é o
vício do olhar.
Escuridão é abstinência.
Mas as coisas saem em mim,
do controle, e sendo eu o
contrário, sei que é do
escuro que quero me drogar,
porém da noite escura eu
prefiro o luar a olhar
pros meus olhos viciados,
olhar adicto, piscando a se
picar de luz em brilho,
luz diluída no sal líquido
dos olhos de visão trêmula,
tendo tristeza como bandeira
preta a tremular, pois as coisas
saem em mim em asco. Todas.