domingo, 5 de julho de 2026

Práxis

Entre as vísceras do poema,
por entre as entrelinhas, nas
entranhas do âmago dos
versos, lá, ao longe, de onde
nasce e surge toda a sombra
ou sorte de cores cinzas e
púrpuras que colorem sua
escrita, ali, entre penumbras,
se abriga e habita o poeta.
E aqueles que encontram seu
esconderijo, ao voltarem de
lá, não voltam, ficam para
sempre achando terem 
escapados. Mas jazem lá 
suas almas, sepultada e vivas.
E delas o poeta se alimenta e
municia sua poética e afia a
lâmina do aço de sua verve
nos crânios das almas cativas
para poder produzir mais
versos e para que sua poesia
possa fazer mais vítimas.
Esse poema é carne, leitor, e
sua alma pertence agora a 
esse corpo poético.

Nenhum comentário: