que eu sou um, não um, mas
o livro que a tristeza universal
escreveu. Vige dentro de mim,
só eu o leio.
Da alegria da humanidade toda,
de uma maneira geral, eu sou,
nada posso ser senão escárnio.
Da crença de muitos sou ironia.
Do resto de mim que não está
no livro eu sou poeta outonal
que só sabe escrever invernos
e da tristeza ensaios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário