sábado, 12 de outubro de 2019

Contradito

Todos os ruídos
falam por si sós,
todos representam
e exprimem através
dos seus
caracteristicos sons
aquilo que são,
mas quando menos
se espera vem o
silêncio e contradiz
todo e qualquer
barulho.

Doravante Ontem

É pra ontem,
o futuro passa rápido;
O presente acaba hoje,
o meu, o teu,
e o de outrem;
O passado é para sempre,
desde o mais antigo
quanto o feito agora e
também o doravante.

terça-feira, 8 de outubro de 2019

Obtuso e Grave

Quantos cantos do
silêncio cabem em
ti, oh! obliqua quietude?

Talvez tantos quantos
possam caber, mesmo
aqueles que não cabem
em si, trazes contigo
contidos todos dentro
do teu ser, assim meu
grave grito, ofendido,
se cala esmagado por
essa multidão de vozes
donas de um som
difícil pro ouvido
da minha alma
disolver.

Me encanto
pelos cantos
do silêncio,

eu gritaria por eles,
mas me calo
cada vez mais grave
e inquieto e
muito pouco existindo
dentro do meu
direito de ser.

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Carne Viva

Poema de amor para
arder em dor mais
tarde, da noite, em
solitária madrugada
sou eu só escuridão,
seria completa solidão
se não me fizesse
companhia minha
alma ferida e meu
quebrado coração,
coração inerte e frio
que batia em febre
de pura paixão,
ardia em amor,
agora esse mendigo
do peito é o vil
instrumento que a
desilusão aguda usa
para matar-me em
vida, em viva carne
completamente pelos
pecados desta existência
seduzida. Vivo pelo
vício e morro por amor.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Uma Vez Morte

Bem vindo a vida,
você que nasce
-você irá morrer-
esta é a máxima
adquirida, agora
que és vivo,
uma vez que vive,
u m a   v e z   m o r t e,
pelo menos uma vez,
não se sabe ao certo
se a morte se repete
à mesma vida que morre,
que parte,
mas a vida continua,
sempre, em outro ente,
em outra morte.
-Bem Vindo a Vida!

Dia D (morrer)

Só se vive no
presente,
não se morre
ontem
nem se morre
amanhã,
a morte é
hoje.

Francis

Noviça de muitas noites,
princesa toda maravilhosa de
ser depois Aline,
Aline depois,
depois de amiga e antes,
muito antes de ser Aline,
e muito antes de Aline ser
já era Aline e não sabia,
a Aline que você é e
só você é,
Aline.
A Aline,
há Aline?
ah! Aline!
Há noite, há madrugada,
há álcool, há drogas!
há Aline, ah! há sim,
como se antes eu já não soubesse,
eu sei e sempre soube,
pois eu sempre pude ter Aline,
durante um tempo,
eu pude Aline ter e ser
quem eu sou por muito
tempo, tempo esse graças
a Aline.
Aline, minha Aline,
princesa punk durante
aqueles dias, lembra?
dias de rebeldia em
religiosa liberdade,
liberdade de amizade
em amor (amor em
liberdade), de cúmplices
em ciúmes de oferecer
o melhor pro próximo,
como a última droga,
o último gole e a mais
cara amizade,
minha cara,
a mais preciosa primeira
última Aline,
debutante do antes de ser
quem antes não sabia
quem era, e deusa depois
que soube que poderia
ser Aline, que sempre foi
Aline quando descobriu em
si a Aline eterna.

Na história de nós dois
há deus e Diabo também,
e por que não deveria haver?
mas eles que se entendam
com o posto de coadjuvantes que
diante de nós
a eles sempre coubera.