como plumas, vestes de mais um
carnaval suprimido, de uma rosa
que insinua-se nua para um jardim
todo conservador, e canalha
em flores, canastronas todas
dum jardim vítreo, falso imaculado,
e em um canteiro um palco,
e a rosa em dança desabrocha
asquerosa, ímpio glamour
aos olhos de uma plateia toda
pura e santa, também um público
de sádicos jardineiros, deuses
para as flores. A rosa arrasa e
morre tendo tido carrega sua
prole em pólen por abelhas
libertárias.
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