terça-feira, 9 de junho de 2026

Magnum Opus Posthumous

Deles para com os demais,
outros animais e nós mesmos,
a regra:
futuro é extinção!
A humanidade em guerra,
os Homens e máquinas
aniquilam-se ambos,
mutuamente toda vivalma
cai por Terra em redundante 
matança:
nações contra nações,
crenças contra crenças,
povos contra povos,
Homens contra Homens:
soldados, todos soldados 
assassinos, todos soldados
mortos.
Morreram e mataram-se todos.
A humanidade toda, isto é,
todos os humanos foram
por Eles mesmos aniquilados:
crianças, jovens, mulheres e
homens, idosos, em
absoluto, absurdamente 
todos mataram-se.
Todos morrem na guerra,
cada santo, religiosamente,
um seguido do outro.

Um dia após o fim do mundo,
apesar dos escombros entre
fumaças, e dos monturos 
pútridos de toda sorte de
carcaças humanas, já era
possível observar e sentir 
alguma paz. 
Não existe mais humano algum,
apenas, percebia-se pela
destruição, sinais de que passaram
e habitaram por ali.
No decorrer dos dias o que se
pode perceber é que uma paz
sublime, sobre-humana,
tornava-se cada vez mais
evidente:
não haviam mais Homens,
não haviam mais Homens,
não haviam mais Homens,
por todo o horizonte não 
se viam mais Homens.



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