domingo, 16 de março de 2025

Admirável Destruição

Eu desejo o meu fim em teus lábios. 
Minha queda em teus braços e o
Apocalipse de tudo eu espero vivê-
lo em tua companhia. 
Em meio às ruínas que 
me encontrarei depois
eu quero não me arrepender em ti,
e tê-la para mim como quem
descobre possuir talentos mediúnico 
únicos, mesmo que esses talentos
revelem apenas o que se espera acerca
do fim. Eu quero morrer por viver com
você o sonho que nos destruirá ambos
em amor e redenção. 

Hoje

Um Dia Amanhã 
Será         Ontem 
      Também.
E ante pós ontem 
o Futuro. 


quinta-feira, 13 de março de 2025

Dissuasão

Se se cegam os olhos
seguem as trevas...
Escuridão!

Se se cerram os lábios, 
censura e silêncio e,
se se cerrram os punhos,
Revolução!

A fé é cega e tateia 
t i t u b e a n d o um
céu todo arruinado.

O beijo é amargo
à força a força de
uma mordaça para
cada palavra suprimida.

Os braços em riste
com os punhos fechados 
deve-se se dar sempre
por matar e morrer:

Quantas Vezes pelo Direito
de Viver se Fazer Necessário. 

domingo, 9 de março de 2025

Dessemelhantes

Não existem cores sem luz alguma,
e a densa escuridão d'alma de todo
poeta maior vislumbra as cores da
luz de qualquer aurora, e diferente 
de nossos primos vampiros que 
queimam ao contato com a luz de 
toda clara e azul manhã, nós poetas
maiores fazemos com que o Sol se
esconda atrás de densas nuvens
escuras por medo de perceber que
seu cálido brilho é desprovido de
poderes sobre nós. Somos senhores
da chuva, de ímpetos e tempestades,
e cinzentas nuvens brincam de imaginar 
figuras de bestas celestiais em nossos
versos cheios de trevas de semelhantes 
deuses, porém, todos o contrário de nós. 

Rasa Razão

Ao expulsar da cabeça 
suas ideologias às véspera 
de (a)parecerem com vestes
de más ideias, expusera o
vazio que habita o 
desinteresse de todo 
pensamento isento.

Do mesmo modo,
ao expulsar do peito
ardor àquelas paixões 
e querelas poéticas, quiçá,
filosóficas, expusera a todo
âmago o tormento em que pulsa
um coração quando o vazio o apraz. 

A Verve do Silêncio Sempre

Divino propenso 
ao maldito:
esse meu nada
dito, a verve...
virtude e vício
desse Eu adicto 
do silêncio sempre.

A lógica de tudo

Mais ao Norte
a Morte mais
ao Norte       a
M o r t e, mas
a Morte      ao
Norte mais ao
Norte, é mais.