sexta-feira, 14 de maio de 2021

Ásperos Versos Violentos

São Vestes de Tempestade
                          tua Voz!
Amas...ás más línguas!
a mastigar Silvos
para nutrir-se,
tua Boca devora Gritos e
estão a Cuspir os meios
para Novas Formas
de Calar,
Declaras os Fins ao calar-
se, esse és teu álibi,
fingir Quietude ante o ato
de berrar em
                         Ásperos
                         Versos
                         Violentos...
o Hálito do Silêncio,
Mal Hábito da tua Voz!

sexta-feira, 7 de maio de 2021

Se Não Exceto

Hoje sou pré
aquilo que já
fui há muito
tempo,
diametralmente
inverso...
hoje,
sou quase morte.

Levante

Meus versos são canções
de adeuses que passam
tristes por onde andam,
titubeando passos sobem
e descem imóveis
montanhas e movem-se
niilistas e quase satisfeitos.

Meus versos sãos,
fortes e destemidos,
pagãos contrários do
cristianismo de campanha
sobrepujado na guerra dos
Homens contra seus
semelhantes e na guerra do
Deus com cara humana
contra os Homens que se
ajoelham por um levante:
-Meus Versos hão de Ser
para Ti,
pois sou Eu um Poeta teu,
Servo e Senhor,
como um Deus,
depende como 
queira lê-los...

Em meus versos vão
eu, deus e o mundo.
Meus Versus vão em
vão com um adeus,
pois mesmo indo, sei
que sempre ficam.

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Amais Mariana

Você não me ama Mariana,
não lhe engana o amor.
Não me pertence mais
quem já me amou,
e o teu amor já me
foi demais.
Não me ame Mariana,
não me pertença,
não me pertença mais
quem já me amou,
e o teu amor já me
foi demais.
Você não me engana Mariana,
não lhe pertence o amor,
não lhe pertence mais
quem já tanto amou,
e o meu amor é pouco
e eu já amei demais,
demais Mariana.

Talvez Apenas

Terrivelmente pontual
e sempre pela hora da
morte.
A morte custa caro,
custa a própria vida,
quando no peito de
nossa existência
atravessa-nos o 
tempo como um
afiado punhal.

Viver dói e talvez
satisfação seja
apenas não existir.

O Preço da Morte é Viver.

Frio Sol

Minh'Alma avocável, solícita,
acessível a solitude, à chuvas
e luares,
                prostituta de noites
escuras e outonais.
Minha triste Alma
de sonhos e insônias,
de pesadelos e modorra,
dona de patentes de
rupturas e novos
ideais,
             santa por ser
             curadora dos
             pecados de
             deus e de
             semelhantes
             infernais.
Minha Alma um demônio,
uma bandeira preta
carente por luz de
devassos e invernais
sois soturnos como ela,
Alma minha,
                        fria matéria
                        escura   que
pós morte a  escura
matéria do universo
adubarás.

sábado, 1 de maio de 2021

D'existência

Sinto frio
sendo fogo:

Sonda-me assim a solidão
que ascende do sub-solo do
mais profundo fosso:
- o poço que mata a sede da
alma que sente em si 
a sensação de ser o ex estéril
deserto interior de um
corpo farto da vida e quase
morto.

Acende o frio
e sente o fogo:

que seja a vida um Fim
e a morte o Recomeço...
...como o que constitui
a eternidade é a mesma
matéria escura e fria do
efêmero.

Saudades do futuro
quando hoje eu
nunca existi,
meu passado exato
é itinerante,
se move pelo
tempo
como
fujo
do
presente.

Serei quem fui
e não quem sou.