domingo, 6 de janeiro de 2013

comuna

fosse um templo faltaria-me colunas
pra sustentar a fé que nunca tive.
foi se o tempo de acreditar na comuna,
que crer em liberdade era ser livre.

fosse poeta faltaria-me versos.
faltaria-me calibre,
faltaria rancor e metáfora,
para dialogar com deus e entender
se sou eu ou o interlocutor é que é
o crápula. no céu o estupor, pra fuga
dos derrotados, a válvula.

da benção ao furor..., pelo Homem, não
entendo deus, consigo ver uma grandeza
que se assemelha a tamanha beleza da
intenção, obter com o que se cria
satisfação. olhar com olhos de hipocrisia
fingindo não entender o erro da criação,
ficar puto com a novena e esquecer que
a cena se dá em justa semelhança
e comemoração
daquele que, cansado da onipotência,
mostrou-se incompetente com artesanato
de segunda mão.

fosse pecado faltaria-me perdão.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

soneto

em pauta em minha prece, teu corpo.
beber dos teus dezessete, teu gozo,
que, despe os prazeres terrestres e,
são poucos, que tal dádiva merecem.

ir ao paraíso provar o pecado,
em meu corpo teu corpo nele
impregnado...descemos juntos ao
mais baixo inferno, fazer inveja ao diabo.

e para pôr termo ao teu cio adolescente,
devoro a mulher que tens latente
dentro desse corpo ardente febril.

meu desejo uma vertigem, tua vontade
tão profana me faz amante da tua carne,
quiçá virgem, porem, absoluta soberana.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

poema do avião

ando abaixo do avião no ar,
a pés de altura. ando pensando
em voar, a pé, ao som dos
passos que o chão murmura e,
no compasso do andar sob o
céu, ao léu, olhando a lua...
vejo passando um avião, me
observando da altura em que
se encontra a imensidão que,
ao som do vôo, o céu murmura.


ácida verve do não

o que'u diria,
em mim as palavras em si.
por onde iria,
atrás de ter outra vez.
quem me daria,
o amor sem dó e talvez.
o que'u queria,
sem me perder outra vez,
eu plagiaria,
o que outrora já jaz.
melancolia,
vida em caos e sem mas.
só restaria
pálida lua sem paz.
em autarquia,
comigo apenas e só.
o que'u sentiria,
manipulando emoção
taquicardia
pusera em meu coração
silêncio azia
ácida verve do não.
eu mataria
quem te levou de antemão,
e só restaria
o fim e assim renascer,
eternizaria
tudo de bom e,
vou dizer,
o que'u faria:
-uma canção pra você.

domingo, 25 de novembro de 2012

soneto

não lhe digo que o poema é seguro,
não será dissonante perigo, apuro
se lido fosse houvesse sentido mas
asseguro que todo o sonho é mito.

não me fale dos sonhos, não dos
que sonham os aflitos. são tantas
as noites que me busco...recorto,
reflito, recordo e corta a saudade

do mito. não faça a vida sentido e,
sonhe ela que entenda dos amores
perdidos, que lamente...reflita na

vitalícia insônia desconhecida e,
me diga, não me têm as delicias
da mesma vida por ora sonhada?




sábado, 17 de novembro de 2012

soneto

ficar sem você me inspira
a nunca ti deixar partir...
na solidão tua ausência me assegura
que nada parece ser tão ruim.

é a semântica do amor, são
os olhos que se hidratam na
romântica canção e, o coração
acelerou... é a certeza do amor.

da energia que há no pecado,
na hipocrisia entre deus e o diabo,
até a dúvida em tudo que já foi consumado.

-ficar sem você é um insulto!
mas na saudade é doce a tristeza,
e a poesia meu culto a tua beleza.



quarta-feira, 7 de novembro de 2012

In curso

Irromper teus lábios...softly.
o que virá com tais beijos roubados,...anarchy?
em meus braços fundamentará teu Estado.
assim, sem amor, em nós dois, todos
pela carne ligados.

Há poesia...a poesia que tudo dirá.
não harmonia pois,
disciplina pôs,
rebeldia haverá.

Há cada passo dado um passado já há. Foi!
O presente adolescente...um punk à gritar. Ir!
Um futuro onde os lábios irrompidos, tua boca
à cuspir canções e, os estampidos em
surdos tímpanos ecoará, revoluções.