Já havia sido decidido por mim.
Podia ser agora, poderia ter sido
ontem, pensávamos, a solidão não
deve ser a afirmação de tudo que
afligia. Mas era, porém, não mais
do que o contrário. E matar essa
vontade de morrer hoje dá-se em
um ímpeto de vida que me assalta,
uma epifania em déjà vu .
Querer morrer não é novo,
e matar-se tampouco, a morte da
maneira como ocorrer, também
jamais será única. Minha vida
nunca foi o bastante e desconfio
que a morte também me será pouco.
Não invento nada, em absoluto,
simplesmente somos o resultado
das nossas emoções.
Eu sou dois. E o eu que quer morrer
não será o mesmo que irá se matar.
Morreremos os dois, mas somente
eu matarei. Faço isso por nós,
sacrifico-me e, não aceitaremos que
ninguém, empregue seu luto em nós.
Nenhum comentário:
Postar um comentário