para a morte a vida, chego a
pensar que morro, enquanto de
fato, e embora farto, ainda vivo.
Estou vivo. Absoluto e absorto,
isto é, absorvido pela vida e
absolvido pela morte, e esses
absurdos observam-me
obstinadamente, como uma fé
cega em algo amplamente visto
como impossível ou inacreditável.
Assim eu sigo, creditando à meu
cansaço cada conquista que penso
atestar que eu ainda vivo, porém
me sugere a mesma vida exausta
que não passo de um fantasma morto.
-É a morte, a morte que me impulsiona
para a vida desde que, de novo,
morri outra vez.
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