Se ando muito
dói-me os pés;
Se amo muito
dói -me o peito;
Se penso muito
dói-me a cabeça.
Sinto em minha alma
uma dor terrível...
Meu cansaço existencial
impele-me a negar uma
próxima reencarnação.
O que importa se tenho vivido o
suficiente ou não?
Eu sempre morro, digo,
eu sempre volto.
Vivo muito ou pouco,
sei lá, é que a morte
há muito anda atrás
de mim, suponho eu
que ela pensa que
me ama.
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