possui a capacidade de produzir
versos através de um raciocínio
torto todo retorcido, e essa sua
razão verdadeira é minha
disposição como poeta jamais
suscetível às regras de qualquer
criação do fazer poesia sob eterna
supervisão e vigilância da métrica
com suas rédeas nas mãos e de
cabresto e látego sempre em riste,
mas é minha mão que tem a posse
da pena, minha pena, e se a acusação
é de que assim eu não passo de um
poetastro, eu declaro abertamente
em um raciocínio reto que sou sim
um poeta astro e minha poesia um
lume, um farol de brilho radiante
dentro da escuridão desse fazer
poesia segundo a mesma e velha
cartilha do academicismo arcaico
de sempre.
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