quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Do Fazer Poesia

Minha poética é dada à decepção,
possui a capacidade de produzir 
versos através de um raciocínio 
torto todo retorcido, e essa sua
razão verdadeira é minha 
disposição como poeta jamais 
suscetível às regras de qualquer 
criação do fazer poesia sob eterna 
supervisão e vigilância da métrica 
com suas rédeas nas mãos e de
cabresto e látego sempre em riste,
mas é minha mão que tem a posse
da pena, minha pena, e se a acusação 
é de que assim eu não passo de um
poetastro, eu declaro abertamente 
em um raciocínio reto que sou sim
um poeta astro e minha poesia um
lume, um farol de brilho radiante 
dentro da escuridão desse fazer
poesia segundo a mesma e velha
cartilha do academicismo arcaico
de sempre.

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