sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Penhasco

Ser fraco
e frágil
como a vida.
Mas a vida
existe há milhões
de anos,
resiste, persiste e
acredita.
Por que em mim
está tão difícil
de durar apenas
uma mísera e
ínfima existência?

Porque sou eu
uma rocha,
e em algumas rochas
assim como em todas,
a vida como se conhece
não há.

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Nada Existe Agora


aonde o
nada
existe
agora,
esta afirmação.

O nada está (em sua alma)
lá fora,
dentro da tua cabeça e
do teu coração.

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Proposição

Transcender a ascensão
e após o nascimento
morrer;
Elevar-se até o Éden e
subverter a criação,
deixar o Deus que o
Homem criou
morrer;
Entender que o doce
mais doce está na essência
do fel, fazer desse amargor
o mais puro mel e desejar
entre todos os males, o melhor,
o Amor,
de todos os males mais
terríveis,
o Amor é o mais cruel.

Inverter a proposição e querer
algo melhor do que o céu, quando
morrer.

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Sideração

Meditar nas
nuvens,
elevar minha
espiritualidade
subterrânea,
levar suas
raízes para
além da
atmosfera
para assim o
espírito florescer
no Cosmos.

Alienum puto

Minha causa é viver,
um Ser buscando ser
mais do que existir.
Uma bandeira preta
apenas para sinalizar
a minha pequena
presença,
porém postulante a
gigante ser,
ainda que póstuma.
Há um Ser gigante
ardendo em minha
alma, a própria alma
a arder,
mas numa noite de
existências frias, o
fogo em chamas
cansadas por não
contemporizar por
falta de compatibilidade,
ele, esse estranho,
antes de voltar para casa,
se abraça às suas brasas e
no sufoco desse
abraço, esse fogo d'alma,
pouco a pouco,
vai e...
se apaga.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

Último Poema de Amor

O último poema de amor
que eu fiz,
eu nem lembro de tê-lo
escrito,
e acredito realmente,
porém em tese,
que eu nunca escrevi
poemas de amor antes,
sendo assim,
vai esse como último,
o último poema de amor...
depois eu escrevo
o primeiro.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Morra

Dormindo
morreu a insônia;
Afogada
morreu a sede e
com bravura
morreu o medo.
Eu morro sorrindo,
feliz.