domingo, 7 de julho de 2019

Universo Poético

Impor a Deus o
reconhecimento
da minha existência
e impor a mim
mesmo a minha
descendência divina
diariamente através
das minhas orações
para deuses pagãos
que em mim
acreditam,
quero que entendam
as plêiades de todo o
universo poético,
entendam e aceitem
que Eu existo.

In Crível

O difícil de
acontecer não
cria o
impossível,
porém é
mesmo incrível
o poder da crença,
de tanto não
acreditar na
realização de nada,
nada realmente
nunca aconteceu.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Emigrados

Exaustos os Faustos Diabos
de um Inferno Enfermo,
cansados do Caos e do Fogo,
vieram para a Superfície,
conheceram os Homens e
fizeram morada no Céu.

Exaustos os Faustos Anjos
de um Céu abalado,
cansados do Frio e de toda
aquela Brancura encardida,
vieram para a Superfície,
conheceram os Homens e
fizeram morada no Inferno.

Certeza

Prefiro uma morte
trágica
e nada simbólica,

do que um fracasso
lírico e ideológico.

Prefiro um niilismo
tímido e recatado,

do que uma crise de
crença promíscua em
tudo aquilo que duvido.

Tentar até o último
minuto de dúvida
exercer o melhor de
mim para o mundo
e nos segundos finais
da busca desistir de
tudo para poder
morrer em paz.

Desde Sempre

Decorre o tempo
desde antes e
desde sempre
corre e foge...

Foge do sempre,
maldição dele
desde antes ele
mesmo,

desde sempre.

Para onde vai o tempo
e de onde veio?

Decerto vaga buscando
encontrar de volta o
caminho de casa,
partiu para voltar e se
perdeu no meio.

segunda-feira, 1 de julho de 2019

Se

A priori
em tese
quem sabe
quem dera
poderia
ou pudera
talvez
se...
mas e
será?

Punksia Speciosa

Versos e reveses,
rarefeitos efeitos
causam a tese dos
versos refeitos
(reversos) re-versos
rasos, inversos,
universos inteiros
sob a ótica caótica
alheia (terceiros),
tentar testar o caos dos
versos e ao perceber
o mesmo caos de sempre
entendo que o alheio
nunca deixou de
ser o mesmo eu,
o eu mesmo de sempre.

O eu do às vezes eu mesmo
mesmo muitas vezes sendo
outras personas e blefes.

Versos e reveses,
as vestes da escrita
aqui, ás vésperas de
serem despidas por
mim, ora nos versos,
ora nos reveses
da poesia em si.

A pena em eterna
e terna pena capital
por tentar, em tese,
existir...existe e,

resiste as teses,
registra
magistralmente
toda a poesia que
possa reverberar em
verbos vastos e
undergrounds prontos
para emergir, o novo,
subverter a ordem do
status quo em desordem
e disciplina, desordem
disciplinada diz
ordem displicente,
nonsense,
e com a angústia da
pena, sensibilizada.

A poesia sensaboria
(diriam) que não agrada as más
línguas detratoras da
libertinagem,
são prostitutas da métrica,
da proliferação dos
reveses que
à minha obra causam,
obra de arte,
obra que arde em causa e causa
cáustica vertigem ao
establishment e aos
seus senhores,
servos do mesmo,
das velhas máximas
das hegemonias tristes
e estagnadas,
obsoletas e estúpidas e
mais mais entre outros
males que tolhem e
adiam a tão aguardada
ruptura desejada.

Versos versus o pathos dos
verbos falhos de olhos que
não conseguem o horizonte
novo conjugar.

Versos versus toda
a sorte de desprezos
que apontam (põe) o
dedo para a ferida
hemofílica do
meu azar,
azar de ter nascido
poeta maldito e
obstinado a destruir
a mediocridade dos
miseráveis que vivem
à mercê do ser e estar
do sujeito desprezível
que são.

Estou acima,
pois mesmo no
mais profundo
subsolo eu não
poderia deles
estar abaixo.

Nova Poesia Nova
pronta para
envelhecer,
Ah! envelhecer,
apodrecer e
determinar com
o suprassumo do
suco dos seus
restos poéticos,
com o chorume,
o chorus dos
versos e re-versos
e reveses e vieses
ideológicos,
uma poesia mais
augusta ainda.

Você é o que lembram de ti,
a memória do mundo respeita o que o tempo
considera como relevante presença,
o que configura com grande importância
para a reminiscência da saudade e da vontade
de alguém que se permite sobre essa ausência
pensar.

Eu como amante do passado
sinto falta agora de um
tempo que ainda virá.

O novo é o velho em tenra idade pensando em
o que desejaria ser para o futuro lembrar.