domingo, 3 de junho de 2012

poema

viagem no tempo passado…
reminiscente ser…desmemoriado.
vertical vertigem atinge à tingir uma
lembrança assim em…atemporal prazo
determinado…deter o tempo a tempo
de voltar ao passado.



máxima


para os inimigos
que se aventuram
a tentar combater
o amor, digo-lhes
que é uma pena,
uma lastima.
pois há uma pena divina,
uma máxima,
que sempre aos enamorados
desenha versos a nosso favor.



soneto

que agonia infame infante
que me dilacéra todos os dias.
já não é o bastante não ser
e tentar viver de poesia?

da maldição dos vinte e sete
eu vou morrendo todos os dias.
já não é suficiente tentar
viver de poesia.

como é angustiante não saber
com o que se rima, gastar todos
os versos atrás da maldita poesia.

como é falsa a idéia de que a vida
pulsa em alegria. feliz mesmo é a tristeza
que como pauta em mim sempre se faz poesia.

segunda-feira, 30 de abril de 2012

CAUSA SUI

INGRATO,

O SÁBIO DÁ CRÉDITOS
À ESTUPIDEZ.
A CEGUEIRA, DESEJA
AVIDAMENTE COM SEU TATO
A NUDEZ,
DESPIR.

NO PRA(N)TO QUE COMEU O ATO DE CUSPIR.

DEUS,
LAMENTA FIÉIS
TÃO APAIXONADOS,
FANÁTICOS AO
INVÉS DO CONTRÁRIO.
FILHOSDAPUTA, DIZ ELE,
SEM CULPA, SERIAM
MAIS APROPRIADOS.

NÃO HÁ DÚVIDA NO QUE PRODUZ A LABUTA
DO ASSASSINO.
HÁ NA VIDA A INCERTEZA
DE QUE A MORTE,
APÓS,
TERÁ UM CURSO CONTÍNUO.

VERSOS VERSUS VERSOS,
E A PENA PENARIA.
POESIA ENSIMESMADA,
CAUSA EM MIM.
CAUSA DE SI,
AGE E CANTA,
ASSIM,
DENTRO DE ONDE VEM,
MORRE.
VIVE E SOBREVIVE PRESA,
LIVRE NA PENA DO POETA,
POREM, FÓGE.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Mariana

despiu-se em Vênus,
crua em pêlo, nua
dentro do desejo e,
não foi em sonho,
não pelo que percebo
ao ainda ver o
espelho contemplando
tua imagem e diante
de tal realidade, tolo,
traduziu suprema beleza
como rara miragem.

fosse possível amar em revelia,
já à amava e tanto que, não
a conhecia os olhos, mas minha’lma
no pranto sempre se fazia calma,
e transformou em canto a elegia que
chora, musicando em alegria a espera
pela minha musa aurora.

provar o próprio sangue,
amar como quem se corta,
com a lâmina do pecado, dos céus…
Mariana me salva.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

por ora

canto o amor dos céus que você profanou
enquanto minha pena suavemente chora
seria então entusiasmo, todo esse amor
que não ficou...enquanto com minha pena cito...

em minha camiseta os Beatles
falam tudo e dizem nada daquilo
que não sou...enquanto minha pena
desenha, nostálgica, o que subjaz o
roquenrou.

talvez seja cedo pra tarde demais
e, em um semblante triste,
um mundo triste nunca mais.

lembra da canção,
do que se cantou;
lembra das canções?
lembrarás de tudo
pelo que se lutou,
das ações...revolução,
por ora,
é paz...para o amor
que se cansou, que se
en(cantou)...enquanto
minha pena suavemente
chora, pelo que agora aqui
versejou.

sábado, 24 de março de 2012

sangue

delicada, bela… musa das mãos em que
brotam gotas de orvalho…minha amada…
que me revela um horizonte
onde não mais vago a esmo, perdido,
sem rumo contínuo…sem destino.
de um amor profano, consanguíneo,
em seu âmago, divino.

arde em meu peito
a paixão que vive
pelo medo, posto que
é perecível o que conjugamos
no “pra sempre” e, sempre
é efêmero o infinito…

oh dona minha,
namorada, prima,
senhora dessas rimas,
perdoa-me o ato
de amá-la e de querer
tê-la acima da moral
-Danem-se a ética, a família…
o que me liberta é o pecado
de me perder em teu corpo,
no desenho do teu sexo,
meu desejo moldado…mas
teu coração é meu graal desejado,
quero servir-me desse cálice
sagrado, onde, dentro da eternidade
do nosso amor, nele quero ser
sepultado.