Na bagagem que
levou ao céu,
quando morri,
minha alma, ao
abrir a mala só
havia lama:
vestígios do meu
corpo morto, um
Golem, que de
volta à terra, sua
matéria-prima, vai
aos pedaços.
Assassinado de dentro
pra fora por uma
facínora que levou
consigo ao alto minha
medula óssea como
souvenir para lembrar
quando viveu
enlameada de um
lamaçal que fui
quando vivo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário