Inverto a ação e devoro o vazio,
não deixo o nada me devorar,
canibalizo o meu vazio para
não virar banquete, pois
advirto que sou vasto
porém:
Vasto como é o espaço entre
minha cabeça e o tamanho do
núcleo de um átomo, e o que
disso advém é variável conforme
faço valer à força a força poética
de minha alma:
Ardorosa quando quer mesmo em
zero Kelvin até quando não mais
quiser ser calor e se dissipar à lá
como o som em Lá desfaz-se cada
vez mais baixo num diapasão,
soa assim a impressão que adere
invariavelmente aos meus versos
e, ademais, que diferença faz se
sou assim ou não, isto é, diferente
mesmo é só o inverso?
E os advérbios que me
acompanham acompanham
avessos a minha quase nula nuance
de pouca genialidade.
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