quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Apocalipse

Carnaval, futebol, telenovelas...
Brasil!
Pastores demônios messias,
doutrinas evangélicas, católicas...
Hipocrisias!
Parlamentarismo, presidencialismo, poder...
democracias!(?)
Corrupção, Corrupção, Corrupção!
— E o povo?
Ignorantes, o mais esperto é o 'malandrão',
o do jeitinho, o financiador da citada acima
Corrupção. Corrupção. Corrupção!
— E a natureza exuberante?
Não há mais, atlântica, amazônica, cerrado,
etc em diante...sumiste!
O que há são só vestígios.
Brasil!
País de um povo horrível, de um
povo triste, como eu...sentado à
beira do abismo esperando o
apocalipse.

Amargore

A vida nunca me julgou
suficientemente digno de
saber toda a verdade.
Mas a morte quando me
apresentou ela toda nua,
eu me exitei, e o cheiro
do cio que tal revelação
exalava me fez estuprá-la
ali mesmo, e ela quanto
mais suja mais se insinuava.
Foste incesto, pois antes de
amante eu fui um filho fiel
e, desesperado, descobri
que o sabor da verdade da
vida é sangue com o gosto
amargo de fel.

Amor 14

Ainda haverá resquícios do
amor que sinto por ti
nos meus ossos fossilizados
daqui há milhões de anos.

Os seres robóticos que
estudarão meus restos
ao certo ficarão incertos
do que se trata, pois tal
sentimento humano já terá
sido extinto há milhares de
milênios junto com nossa
espécie.

Minha alma estará em
algum lugar ao lado da
tua, colhendo cogumelos
no infinito e vivendo em
psicodelia junto aos decaídos
seres celestes.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Núcleo base

Dentro do cerne do
vazio mora a essência
do nada.

Toda a massa do
vazio tem a densidade
do nada.

O nada é todo
vazio assim como
o vazio ao todo

é nada.

Todo esse poema é
bobo, assim como
seria tolice afirmar

que dentro do vazio do
universo todo só há
a mesmice escrota

do nada.


terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Todo poderoso

Dentro do ciclo exato
do perfeccionismo absurdo,
aquele que tudo pode,
uma vez que pode tudo,
pode também falhar
para poder provar 
tal poder absoluto.

Absinto

Toma poeta, beba!
absinto goela abaixo
e eleva-te alma acima.
Absoluto foste um dia,
grandioso em teu futuro
imaginado, hoje do que
em tal tempo era,
nada resta,
nada és se prende teus pés
neste presente consumado.

Fuja, oh! iludido,
vá atrás do que é teu,
se pensas que pode ter
o céu, como podes ficar
aí a fazer versos res-do-chão?
Se saíste do último círculo,
esforça-te mais um pouco,
oh! ateu,
cerre teu punho, erga tuas mãos.

Assassinato

Em minhas lágrimas teus olhos
Em minha lápide teu nome
Em minhas páginas teu corpo
Em minha culpa teu beijo
Em minha boca teu nome
Em meus lábios teu riso
Em minha fome tua carne
Em minha alma teu nome
Em meu caminho tua ida
Em minhas mãos teu sangue
Em minha memória teu nome.