segunda-feira, 14 de abril de 2014

Hora Silenciosa

ante a procura pelos que nos habitam,
a vontade soberana, o mito,
meu eu-lírico, meus demônios,
aos hagios, aos plágios,
ao que preenche toda forma,
aos ecos que reverberam estridentes
dentro da hora silenciosa.

no incansável desejo de algo para
fazer, labuta minha honra ociosa.

aos sábios, à vontade da busca pelo
que sou ou pelo o que à mim se soma,
meu ego cego ante a postura totalitária
da minha pessoa, às máscaras em faces
já maquiadas de todas as minhas personas,
ao conflito do convívio, ao convívio do
anti-amo que à todos destrona.

ante a toda essa comuna interior,
venho como à propor novos passos.
para encontrar unidade junto a todo
esse clamor, sugiro como resolução
uma revolução onde se proponha
o holocausto.

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Sinopse

um grupo de versos busca abrigo
numa estrofe. quando pensam estar
seguros, se vêem aprisionados na
métrica. mas o que eles não sabem
é que há um herói a caminho para
salvá-los, o poeta sem rédeas,
empunhando sua poderosa pena
ele destemidamente travará uma
guerra para libertá-los.
conseguirá nosso herói salvar as
palavras e levá-las para o abrigo
seguro do verso livre, ou será que
o terrível vilão 'modo correto para
fazer poesias' vencerá mais essa
e sepultará as frágeis personagens
dessa aventura épica sobre paixão,
inspiração e liberdade?
confira essa emocionante estória num
poema próximo de você!