sábado, 29 de junho de 2013

Ascendência

até quase um pouco próximo
da eternidade, que diferença
faz, ao longo de muito tempo,
ao passo que passa pausada-
mente todo esse tempo. tudo
o que é novo perece, toda a
boa nova um dia se esquece.
nós, filhos do carbono, animais
condenados a mais baixa es-
tirpe,  nós humanos e nossa e-
volução somos régua para o
tempo e para o que ao redor
se extingue. agradeço ao oxi-
genio ao combinar comigo, a
proporcionar o sabor oxido,
primeiro estágio que me pro-
põe o tempo. me leva até qua-
se um pouco próximo da eter-
nidade, me eleva ao posto de
ruína, único modo de suportar
com vigor, quase inalteradamente,
a ação do tempo enquanto ainda
o tempo resiste ao tempo, respec-
tivamente.

terça-feira, 25 de junho de 2013

velha breve vida

eterno é o contrario da vida.

será pra sempre assim, ou apenas
até o consumo dela toda vivida?

lábil é o posto da vida.

o posto oposto pôsto aqui
não é eternidade, é poesia
propondo o fim.

será pra sempre assim,
ou apenas enquanto toda
ela é lida?

ávida a vida deseja a morte,
a p o s e n t a d o r i a. . .

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Soneto

que gosto tem meu sangue, brasil.
que cara tem teu medo, que medo
é esse que suja meu sangue com as
mãos imundas do teu Estado, brasil?

porque não te orgulhas desse povo
tão bravo, por que não dá aval à esse
desejo tão sábio de novos rumos?
orgulha-te brasil, teu povo é raro.

orgulha-te do teu povo pois tua gente
é quem te faz assim, tão impávido.
hoje não apresenta uma figura materna

gentil, és apenas um Estado inválido que
suga todo o sangue de cada filho deste solo,
que gosto tem brasil, meu sangue derramado?

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Éforos Nulos

somos legítimos
éforos nulos,
calados somos
mudos...pseudos
surdos.

acomodasse à
incomodar, assim,
atesta à testa do Estado
que chega, não dá mais
para contemporizar,

pois, o contrário
é sábio em afirmar:

somos legítimos
éforos nulos,
calados somos
mudos...pseudos
surdos.